Divagando sobre Vingadores: Guerra Infinita

04/04/2018 às 13:00hs

Eu já disse aqui umas 20 vezes que o nosso papel, como fãs, é especular e imaginar os caminhos por onde os filmes que a gente gosta podem ir. No momento em que escrevo esse texto, estamos no dia 4 de abril de 2018, a exatamente 22 dias da estreia de Vingadores: Guerra Infinita, e agora é hora de abandonar as teorias um pouco, e por isso, vou abrir meu coração com as minhas expectativas e convicções sobre o filme mais esperado do MCU.

CONSEQUÊNCIAS

Se a gente for parar pra avaliar, dá pra perceber que a gravidade dos acontecimentos no Universo Marvel vêm crescendo, mesmo que a fórmula do humor se mantenha. Pra enxergar isso, basta comparar os acontecimentos do primeiro filme de Vingadores aos acontecimentos dos últimos filmes. Thor; Ragnarok teve a coragem de destruir Asgard, Pantera Negra discutiu política e racismo sem se poupar na seriedade, e os dois últimos filmes do Capitão América elevaram o clima de espionagem e de posicionamento político. A grande diferença do universo é justamente intercalar esses momentos com diálogos e ações cômicas que servem para nos lembrar que essa é uma adaptação de quadrinhos.

Dito isso, eu posso dizer que espero e torço por consequências dramáticas e irreversíveis em Guerra Infinita, como a morte de grandes personagens e a total impotência dos Vingadores. Thanos (Josh Brolin) vêm sendo preparado desde 2012,sendo citado, mostrado e temido em vários filmes do universo, então precisa dar uma demonstração de força importante e realmente ser o maior problema que os heróis tiveram. Ultron representa o maior erro do estúdio nesse sentido, e é com essa falha que Kevin Feige e cia devem aprender a estruturar o vilão. A fala mais emblemática a respeito disso é dos diretores Joe e Anthony Russo, que disseram que Thanos mostrará o porquê de ser o maior e mais terrível vilão do MCU já com 5 minutos de filme. Vamos aguardar.

 

REPETIÇÕES

Dentro do grupo de heróis, a Marvel tem dois “Batmans”, que devem vencer suas lutas com o poder dos roteiristas, e são eles a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). Pensando nisso, é principalmente no caso de Natasha, algumas coisas que aconteceram anteriormente podem se repetir. No primeiro filme, a espiã finge ter sido atingida pelo discurso de Loki (Tom Hiddleston) apenas para conseguir arrancar uma informação. Aqui, eu acredito que ela se valerá de sua frieza pra enganar a Próxima Meia Noite, membro da Ordem Negra que aparece lutando contra a Viúva nos trailers. Apesar de ser mais difícil, é possível haver um embate entre Natasha e Fauce de Ébano, que tem o poder de controlar as pessoas, e pode encontrar na Vingador a um caso complicado.

E falando em Natasha, a relação entre ela e o Bruce Banner (Mark Ruffalo) pode ser outro retorno nesse filme. Os dois foram separados em Vingadores: Era de Ultron e não se vêem desde então. Nos trailers, podemos ver que eles já estão próximos, e a tendência é que isso seja explorado.

 

MORTES

Eu tenho algumas apostas sobre quem deve vestir o paletó de madeira nesse filme, a começar pelo Capitão América (Chris Evans). é meio óbvio, já que o próprio ator já disse que não fará mais parte do MCU após o quarto filme, mas acredito que em Vingadores 4 ele surja apenas numa possível viagem no tempo, já tendo morrido em Guerra Infinita. Perdas de coadjuvantes devem acontecer, e eu aposto em Loki morrendo logo no início da história. Além dele, acho que Nebula (Karen Gillian) e Rhodes (Don Cheadle) também devem dar tchau.

 

DESFECHO

A minha aposta final é a de que alguém terá que expulsar a invasão de Thanos da Terra, e isso caberá a uma aparição surpresa da Capitã Marvel (Brie Larson). Também pode acontecer uma solução surpresa do Homem-Formiga (Paul Rudd), enviando de alguma forma o vilão para a dimensão quântica.

Posso estar errado em tudo, mas banco minhas apostas. E você, o que acha que vai acontecer? Comenta aí!

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